Fernanda Beling de volta a Portugal

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Depois de algumas semanas de descanço no Brasil, Fernanda Beling já se apresentou ao Vagos, clube português que volta a defender nessa temporada.
A ala já fez seu primeiro treino, no último dia 12.






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Mais uma etapa na sua vida e, como fã, desejo ainda mais sucesso. torcemos por você, esteja onde estiver!

Na despedida de Pequim, Brasil vence da Bielorússia

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

[gente, deculpa a demora pra postar notícias sobre Pequim, problemas com a internet. seguem abaixo um 'pacotão' com as principais notícias. obg :*]




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Na despedida dos Jogos Olímpicos de Pequim, a seleção brasileira adulta de basquete, patrocinada pela Eletrobrás, ganhou da Bielorrússia por 68 a 53 (39 a 26 no primeiro tempo), na Arena Wukesong. A cestinha da partida foi a pivô brasileira Kelly, com 14 pontos. As principais pontuadoras bielorrussas foram Yelena Leuchanka e Natallia Anufryienka, ambas com 10 pontos. A rodada teve ainda Espanha 79 x 47 Máli, Austrália 75 x 55 Rússia, Letônia 68 x 72 Coréia, República Tcheca 63 x 79 China e Nova Zelândia 60 x 96 Estados Unidos.
O Brasil terminou em sexto lugar no grupo "A", com seis pontos (uma vitória e quatro derrotas), e em décimo na classificação geral.

— A vitória foi importante para mostrar que tínhamos condições de estar entre as oito primeiras colocadas e depois brigar por uma medalha. Cada uma de nós deu o máximo de si, mas infelizmente faltou um pouco mais de experiência nos momentos decisivos. Com certeza, esse grupo vai amadurecer e muito breve irá jogar de igual para igual contra as outras seleções. Daqui a quatro anos, em Londres, vamos estar muito mais forte — disse a pivô Franciele, de 20 anos, que marcou um Duplo-Duplo (dez pontos e dez rebotes) e fez sua estréia numa Olimpíada.
— Hoje finalmente conseguimos mostrar o verdadeiro basquete do Brasil. Jogamos soltas, com tranqüilidade e soubemos administrar a vantagem no placar. É uma pena que a vitória só tenha vindo no último jogo. Temos que tirar de positivo o que precisamos melhorar para as próximas competições. Da primeira partida contra a Coréia até a ultima contra a Bielorrússia nossa equipe mostrou evolução. Foi uma experiência incrível para todas nós. Eu fico muito feliz de ter feito parte dessa equipe em minha última competição pelo Brasil — explicou a armadora Claudinha, que marcou 707 pontos em 86 oficiais nos 16 anos que defendeu a seleção brasileira.
— Esse grupo está de parabéns pelo seu profissionalismo, dedicação e harmonia. Depois de quatro derrotas continuamos unidos e buscando a primeira vitória que veio contra a Bielorrússia. É difícil em um ano você montar uma grande equipe com oito atletas que nunca disputaram uma Olimpíada e ainda ter a pressão de ficar entre as quatro melhores do mundo. Isso não é desculpa, é uma realidade. Nos Jogos de Pequim, destaco individualmente a Adrianinha e a Kelly pela regularidade. E no conjunto a disposição defensiva. Vamos sentar e fechar o planejamento para o próximo ciclo olímpico. Colocando em pratica a nossa programação, posso afirmar que no Mundial da República Tcheca, em 2010, esse grupo vai estar mais maduro. E na Olimpíada de Londres, em 2012, irá brigar pelas primeiras posições. Repito: é uma equipe com muito potencial, vai ficar mais forte e equilibrado com a seqüência do trabalho e experiência internacional — analisou o técnico Paulo Bassul, acrescentando que no próximo ano levará uma seleção com jogadoras de 16 a 26 anos para uma excursão na Europa.
Após o jogo contra a Bielorrússia, o presidente da CBB, Gerasime Grego Bozikis confirmou os técnicos Paulo Bassul e Moncho Monsalve no comando das seleções feminina e masculina, respectivamente.
— São dois excelentes profissionais e estão fazendo um ótimo trabalho. Dentro de no máximo 30 dias teremos reunião com as duas comissões técnicas para fechar o planejamento do próximo ciclo olímpico. Tenho certeza que a seleção feminina estava preparada para ir bem mais adiante. A derrota na prorrogação para a Coréia e por um ponto para a Letônia foram decisivas na classificação. Para a Copa América 2009, que será em Cuiabá (MT), faremos o possível para que todas as jogadoras estejam desde o início da preparação. Esse ano fizemos 22 jogos internacionais, mas a equipe só esteve completa em Pequim nas partidas amistosas contra Espanha e Nova Zelândia. Ficou provado que as mais novas precisam de mais jogos para ganhar experiência internacional. Com relação a questão de pagamentos, tudo está sendo pago de acordo com o que foi combinado.

BRASIL (20 + 19 + 10 + 19 = 68)
Adrianinha (7pts), Claudinha (11), Micaela (6), Êga (2) e Kelly (14). Depois: Karen (8), Franciele (10 e 10 rebotes), Mamá (8), Chuca (0) e Fernanda (2). Técnico: Paulo Bassul.
BIELORRÚSSIA (12 + 14 + 12 + 15 = 53)
Padabed (2pts), Masilionene (7), Verameyenka (4), Leuchanka (10) e Trafimava (5). Depois: Anufryienka (10), Marchanka (3), Snytsina (7), Kress (2), Troina (0), Hasper (2) e Likhtarovich (1). Técnico: Anatoly Buyalski.

Mais uma 'quase' vitória do Brasil em Pequim



A seleção brasileira de basquete fez sua melhor partida em Pequim, mas não conseguiu superar a Rússia, e saiu de quadra derrotada por 74 a 64, com a sensação de vexame nas Olimpíadas. Lanterna do grupo A, sem nenhuma vitória, a equipe ficou com pouquíssimas chances de chegar às quartas-de-final no torneio olímpico de basquete feminino.

Liderando a partida até o início do último quarto, o time de Paulo Bassul deixou a vitória, obrigatória para se manter na competição, escapar. As russas, que estiveram mal nos arremessos durante a partida, souberam virar e se garantiram na próxima fase ao lado da Austrália, que bateu a Letônia na quarta rodada.

O Brasil começou procurando impor velocidade para vencer a marcação individual russa. As infiltrações, com Micaela e Adrianina, funcionaram inicialmente, cavando faltas e aproveitando lances livres.

Aproveitando o mau começo das russas, que erraram oito em 17 arremessos no primeiro quarto, o Brasil abriu pequena vantagem e conseguiu se estabilizar em quadra, abrindo vantagem de cinco pontos.

No segundo quarto, a defesa, com Kelly, soube conter bem as infiltrações da pivô Stepanova, que deixou a quadra com duas faltas, preservada pelo técnico. A ala-pivô Osipova comandou a ofensiva da equipe russa. Mesmo assim, a equipe européia perdeu o período por 15 a 14, no placar parcial, e seguia atrás no confronto (41 a 35).

A vitória nos 20 minutos iniciais, porém, em nada garantia a partida para o Brasil. A seleção continuou bem em quadra, mas sem abrir uma vantagem confortável. Fazendo quarto pontos em oito minutos, as brasileiras permitiram a virada russa, que chegou com Osipova. Karla e Adrianinha, dividindo a armação do time e fazendo jogadas rápidas na reposição de bola, puseram a seleção na frente novamente.

Uma bola russa de três pontos parecia encerrar o quarto a favor da Rússia, mas Adrianinha, no último instante, acertou mais uma de três - a quinta dela no jogo -, e manteve a seleção dois pontos à frente.

No quarto período, porém, o Brasil voltou a mostrar os mesmos erros e nervosismo das derrotas contra Coréia do Sul e Letônia. As russas viraram o placar e passaram a controlar a partida. A bola parou de cair para as brasileiras e Adrianinha, destaque durante a partida, se apagou no último período. A Rússia, mesmo sem apresentar seu melhor jogo, manteve a distância no marcador para seguir invicta no torneio olímpico.

Adrianinha terminou como a cestinha da partida, com 21 pontos, mas apenas ela e Kelly superaram os dois dígitos. Pelo lado russo, a pontuação foi melhor distribuída e quatro atletas superaram a casa dos dez pontos. A armadora Korstin acabou sendo a melhor em quadra, com dez pontos, dez rebotes e cinco assistências.

Este foi o quinto confronto entre as duas equipes e a Rússia desempatou o duelo com o triunfo desta sexta-feira. Os cinco jogos ocorreram em edições olímpicas. O Brasil ganhou em Atlanta-1996 por 82 a 68 e em Sydney-2000 por 68 a 67, nas quartas-de-final. Já a Rússia levou a melhor nas duas partidas de Atenas-2004: 77 a 67 e 71 a 62, na disputa da medalha de bronze, e agora em Pequim.


Fonte: UOL



Declarações:


— Conseguimos jogar de igual para igual e liderar os três primeiros períodos. No último quarto os detalhes fizeram a diferença e acabamos sendo derrotadas pela atuação da vice-campeã mundial. A nossa equipe pecou pela falta de experiência, já que temos oito jogadoras que participam pela primeira vez de uma Olimpíada. Isso não é desculpa. Nós viemos aqui para fazer o melhor e representar bem o basquete brasileiro. Infelizmente não foi possível vencer os quatro primeiros jogos. Domingo contra a Bielorrúsia vamos entrar com a mesma disposição e vontade de ganhar — comentou a pivô Kelly.


— O nosso objetivo inicial era garantir a vaga nas quartas-de-final e depois brigar por uma medalha. Das quatro partidas que perdemos, três foram nos detalhes. É duro você treinar, abrir mão de muita coisa, inclusive da família, e saber que podia ganhar. O grupo é muito bom e unido. Mas precisa ter mais experiência, principalmente para superar os momentos decisivos. São os detalhes como concentração e menos erros que fazem a diferença no final – explicou a armadora Adrianinha.


— A equipe entrou em quadra muito confiante e determinada. Passamos por cima da derrota para a Letônia por um ponto e buscamos a vitória contra a Rússia com disposição e vontade. Só que esbarramos nos nossos próprios erros no último quarto. Erramos bolas fáceis e não conseguimos segurar o ataque delas. O time precisa de mais maturidade e experiência internacional. Isso só se adquire jogando contra seleções fortes — disse a pivô Êga.


— Fizemos uma partida de alto nível durante três períodos e perdemos no final. É preciso que a equipe fique mais compacta para manter o mesmo ritmo durante 40 minutos. Posso assegurar que a seleção está bem montada, mas é impossível no basquete de hoje você manter a mesma jogadora durante muito tempo em quadra. E quando acontecem as trocas é natural que haja uma mudança de ritmo. A Rússia veio completa e sem problemas para a Olimpíada. O Brasil conviveu com a contusão da Micaela, a Kelly se juntou ao grupo em Pequim, a Adrianinha pegou uma pneumonia às vésperas da viagem para a Austrália. Vou voltar um pouco lá atrás. Logo depois do Mundial do Brasil, em 2006, três jogadoras experientes se despediram da seleção: Helen, Alessandra e Cíntia. Logo após o Pan do Rio de Janeiro, em 2007, foi a vez da Janeth. Somado a tudo isso, essa equipe começou a ser montada em agosto do ano passado, com a minha entrada no comando. Em menos de um ano nenhuma seleção consegue se formar e estamos pagando por isso agora. Mas volto a dizer, é um grupo muito bom, talentoso e que sabe do seu potencial. Mas precisa de mais um tempo para atingir um padrão internacional. Depois do Campeonato Nacional, quer termina em dezembro, vamos levar uma seleção com atletas de 16 a 26 anos para jogar na Europa. Isso já faz parte do planejamento do próximo ciclo olímpico. Esse trabalho é fundamental para mantermos o Brasil entre as quatro potências mundiais — analisou o técnico Paulo Bassul.


BRASIL (26 + 15 + 15 + 08 = 64)

Adrianinha (21pts e 6 assistências), Claudinha (3), Micaela (4), Êga (9) e Kelly (10). Depois: Karen (5), Mamá (4), Fernanda (3), Karla (3) e Franciele (2). Técnico: Paulo Bassul.


RÚSSIA (21 + 14 + 19 + 20 = 74)

Rakhmatulina (7pts), Karpunina (11), Korstin (10), Stepanova (4) e Osipova (9). Depois: Hammon (11), Shchegoleva (14), Abrosimova (6) e Kuzina (2). Técnico: Igor Grudin.

domingo, 31 de agosto de 2008

Brasil perde para Coréia na estréia

A derrota na estréia para a Coréia do Sul por 68 a 62 (26 a 28) na prorrogação tornou a situação do Brasil mais difícil no grupo A da competição feminina de basquete dos Jogos Olímpicos Pequim 2008. Após a partida no Ginásio Olímpico de Basquete da capital da China, o Cubo de Ouro, o técnico Paulo Bassul e as jogadores falaram sobre o que será preciso fazer para buscar a classificação em um grupo que ainda tem Austrália, Bielorrússia, Rússia e Letônia e classifica quatro times para as quartas-de-final."O time construiu o resultado o jogo todo e não soube fechar. Agora, é bola pra frente, tem que ver onde errou, não adianta lamentar. Já era difícil com certeza, a gente acabou dificultando ainda mais. Agora, é tentar acertar e surpreender, assim como fomos surpreendidas", analisou a armadora Karla.Bassul acredita que os times que brigarão pelas vagas estão muito próximos: "A Rússia é uma equipe extremamente compacta, mas perdeu recentamente para a Letônia por dez pontos. A Letônia perdeu para a Espanha, que perdeu para o Brasil em Madri. Tem um equilíbrio ali, só a Rússia é um pouco acima da média. E, quando é assim, é o dia que resolve".A pivô Kelly lembrou a campanha do Brasil nos Jogos Olímpicos de Sydney, na Austrália, em 2000, para tirar forças para reagir: "O time perdeu para Canadá e França e acabou com o bronze. Basquete é superação mesmo. Infelizmente, o time errou bastante e basquete é jogo de quem erra menos. Agora, cabe à gente colocar a derrota no caminho inverso".O discurso da armadora Adrianinha foi parecido, mencionando a crença na classificação e os erros que o Brasil não pode repetir na próxima partida, contra as Australiana, na segunda-feira, 11: "Não está nada perdido, tem que acreditar e jogar tudo o que tem contra a Austrália, mas erros não forçados contra time grande eles não perdoam mesmo".Ela completou lembrando que a Espanha, quinta do ranking mundial, também perdeu na estréia, para a China. "Conhecendo a capacidade do time, acho que a gente podia ter um aproveitamento bem melhor. Mas isso faz parte. O time tinha que ter mais tranqüilidade no final porque errou bolas fáceis embaixo da cesta. O time delas errou bastante também e, nem assim, a gente conseguiu ganhar".Quando faltavam três minutos para o fim do jogo, o Brasil abriu seis pontos de vantagem no placar. Para Bassul, "ali era a hora de ganhar o jogo". "O time manteve a defesa firme o tempo todo, como era o meu planejamento. Fiquei feliz com a defesa. Nesse momento, foi a hora em que jogo encaixou melhor, o ataque jogou mais solto. Mas o time trocou a cesta pelo cronômetro muito cedo. Isso é coisa para fazer só quando está faltando um minuto, fica trocando a bola e administrar o jogo. O Brasil feriu a Coréia mais não matou"Na prorrogação, o número de jogadoras penduradas com quatro faltas (três) prejudicou o Brasil. "As jogadoras não sabiam se iam na bola e corriam o risco de ser excluídas ou não. Mas o time teve ao todo vinte nove erros em tentativas de cesta e não há defesa que segure isso", completou o técnico.
BRASIL (14 + 14 + 15 + 12 + 07 = 62)Claudinha (5pts), Karla (3), Micaela (10), Êga (3) e Mamá (6). Depois: Adrianinha (10), Franciele (2 e 12 rebotes), Chuca (10), Kelly (13) e Karen (0). Técnico: Paulo Bassul.CORÉIA (13 + 13 + 15 + 14 + 13 = 68)Lee Mi Sun (4pts), Jin Mijung (0), Jung Sun Min (10), Beon Yeon Ha (19) e Kim Kwe Ryong (4). Depois: Kim Jung Eun (12), Park Jung Eun (0), Choi Youn-Ah (19), Sin Jung-Já (0), Yang Ji Hee (0) e Kim Yeong-Ok (0). Técnico: Jung Duk Hwa.











Brasil perde para Austrália

O Brasil teve outra noite para esquecer no basquete feminino. Depois de levar uma virada da Coréia do Sul na estréia, nesta segunda-feira a seleção comandada por Paulo Bassul foi derrotada pela Austrália por 80 a 65 pela segunda rodada dos Jogos Olímpicos de Pequim.
Além do resultado negativo, causou preocupação o apagão sofrido pela equipe brasileira no final do primeiro tempo. Em três minutos, a seleção permitiu que a Austrália abrisse uma larga vantagem, que não foi mais alcançada.
"A gente nem sabe o que acontece de tão rápido que é. A gente fica até com vergonha", disse a ala Micaela.
Atual campeã mundial, a Austrália era favorita à vitória. E conseguiu o feito de maneira surpreendentemente fácil. Em nenhum momento o Brasil liderou o placar da bela Arena de Wukesong.
O Brasil começou a partida com Kelly, Micaela, Êga, Claudinha e Patrícia. Uma cesta de três de Suzy Batkovic logo aos 19 segundos de jogo foi o cartão de visitas da seleção australiana.
Enquanto as adversárias marcavam com facilidade, principalmente com Lauren Jackson, o Brasil sofria para fazer cestas. Assim, as australianas abriram oito pontos de diferença (12-4).
O Brasil, que contou com um bom desempenho de Kelly, encostou no marcador, diminuindo a vantagem para apenas um ponto (14-13). A partir daí, a seleção viveu três minutos tenebrosos.
Sem poder de marcação, o Brasil viu a Austrália fazer 15 a 1 no período. A derrota de 29 a 14 no primeiro quarto desestabilizou a seleção brasileira, que não conseguiu reagir.
Apesar das mudanças realizadas pelo técnico Paulo Bassul, a Austrália abriu 23 pontos de diferença (45-22) e fechou o primeiro tempo com o placar de 50 a 29.
A torcida brasileira, que de tempos em tempos gritava "Vamos virar, vamos virar", quase não acreditou quando o time reagiu no terceiro quarto. Aproveitando a ausência de Lauren Jackson, poupada após ter cometido a quarta falta, o Brasil diminuiu a vantagem para oito pontos (57-49). E a diferença só não foi menor porque Micaela desperdiçou uma bandeja inacreditável.
Lauren Jackson voltou no último quarto, e a Austrália seguiu com uma vantagem confortável. O Brasil ainda lutou até os segundos finais, mas não evitou a sua segunda derrota no torneio olímpico.
A pivô brasileira Kelly foi a cestinha da partida, com 21 pontos. Pela Austrália, a maior pontuadora foi a reserva Summerton, que fez 18 pontos.
O Brasil volta a jogar na próxima quarta-feira, às 3h30 (de Brasília), contra a Letônia. Já a Austrália vai encarar a Coréia do Sul.







Brasil sofre sua terceira derrota em Pequim

A seleção brasileira feminina de basquete mais uma vez teve o jogo nas mãos. E mais uma vez deixou a quadra derrotada. Nesta quarta-feira, contra a Letônia, a equipe perdeu por 79 a 78 e ficou em situação delicada nos Jogos Olímpicos de Pequim.

Esta foi a terceira derrota brasileira no torneio. Para se classificar às quartas-de-final, a equipe precisa vencer as próximas partidas, contra Rússia e Belarus, e ainda torcer por uma combinação de resultados.

O Brasil chegou a ficar 12 pontos na frente do placar, mas teve um novo apagão em quadra. O time abusou dos erros. Por duas vezes, por exemplo, perdeu a jogada porque estourou o tempo de posse de bola.
A Letônia, mesmo sem apresentar um bom basquetebol, soube aproveitar o vacilo brasileiro para conseguir a sua primeira vitória na competição.
"Fizemos um bom primeiro quarto. A equipe jogou com desenvoltura. Depois a Letônia se organizou e nós demoramos para nos habituar. Voltamos para o jogo, mas a Letônia cresceu muito no ataque", disse o técnico Paulo Bassul.
O Brasil começou a partida jogando com seriedade. O bom desempenho da ala/pivô Êga nos arremessos fez com que a seleção abrisse 18 a 7 no primeiro quarto. A parcial terminou com uma vantagem de nove pontos para a seleção brasileira, com o placar de 23 a 14.
No segundo quarto, o Brasil voltou a ter o mesmo 'apagão' que apresentou na partida contra a Austrália. Em menos de três minutos a Letônia fez 11 pontos seguidos e passou à frente do placar, com 27 a 26.
O Brasil então acordou. Com uma cesta de Patrícia foi para o intervalo com cinco pontos de vantagem, com 36 a 31 a favor no marcador.
No segundo tempo, o jogo foi bem mais equilibrado, com os dois times errando muito. Mesmo assim, o Brasil ainda foi para o último quarto com a vantagem de 59 a 57.
As letãs começaram de uma maneira melhor a última parcial, assumindo enfim a liderança do marcador. Faltando pouco menos de três minutos para o término do confronto, Adrianinha, de bandeja, recolocou a seleção na frente (70 a 69). Mas uma cesta de três de Kublina logo na seqüência diminuiu a reação brasileira.
Uma cesta de Karen, faltando 7 segundos, deixou o Brasil com 78 a 77. O técnico letã pediu tempo. Na reposição, Jekabsone, na infiltração, marcou a cesta decisiva da partida a favor da Letônia. Bassul ainda pediu tempo, mas nos dois segundos restantes o arremesso de Adrianinha não caiu e a seleção brasileira não conseguiu reverter a derrota.
"É muito difícil depender de um arremesso no último segundo para matar o jogo", lamentou Adrianinha.

Fonte: UOL

Três jogadoras cortadas e Fernanda permanece

domingo, 20 de julho de 2008

O técnico Paulo Bassul só irá definir as doze jogadoras que vão disputar os Jogos Olímpicos de Pequim na véspera da competição. Nesta sexta-feira, Bassul escolheu as onze atletas que embarcam para a Austrália, na próxima quinta-feira (dia 24): Adrianinha e Claudinha (armadoras); Karen e Karla (ala/armadoras); Chuca, Fernanda e Micaela (alas); Êga, Franciele e Mamá (ala/pivôs); e Graziane (pivô). As pivôs Érika e Kelly se juntam à equipe em Pequim.

— A Érika e a Kelly não ficaram com a equipe no período de treinos no Brasil por conta da WNBA. As duas só vão estar liberadas no dia 28. Por conta disso, não vamos precipitar a definição do grupo que vai a Pequim e viajaremos para a Austrália com onze jogadoras. O último corte só será feito na véspera da estréia contra a Coréia — explicou o técnico.

Na Austrália, a seleção brasileira adulta feminina de basquete, patrocinada pela Eletrobrás, disputa dois amistosos contra o time da casa em Wollongong (dia 28) e em Sydney (30).

— As australianas são as atuais campeãs mundiais e vão estar com a equipe completa para nos enfrentar. Será um excelente teste para nós. Contra elas, não vamos contar com a Érika, a Kelly e a Micaela. Mesmo parecendo um problema, a situação tem um lado positivo. Vamos poder avaliar o desempenho da equipe, sabendo que vamos ter reforço para Pequim.

A pivô Franciele, a caçula da equipe, não esconde a felicidade de estar cada vez mais perto de realizar o sonho.— Eu sei que ainda vai ter mais um corte, mas fico muito feliz por permanecer no grupo. Vou treinar cada vez mais forte. Sei que tenho que melhorar em vários pontos, mas vou me dedicar ainda mais para ajudar a equipe. O coração está batendo acelerado por estar cada vez mais perto de Pequim.

Totalmente recuperada da cirurgia no joelho direito, a ala/armadora Karen tem a oportunidade de defender o Brasil numa Olimpíada pela primeira vez.

— Eu não podia estar mais feliz. Voltei mais rápido do que imaginava. Da outra vez que passei por uma cirurgia, fiquei parada por 45 dias. Desta vez, em um mês eu já estava treinando na quadra. Não tenho dor e a força da perna direita está igual a esquerda. Acho que me superei. A equipe tinha outras jogadoras de qualidade e vou aproveitar essa chance que o Bassul me deu.

No dia 31, a delegação viaja da Austrália para Pequim e faz mais dois jogos antes da estréia na Olimpíada. As brasileiras enfrentam a Espanha (dia 4 de agosto) e a Nova Zelândia (7). Na Olimpíada, o Brasil está no grupo “A” e terá como adversários na primeira fase a Coréia (dia 9), Austrália (11), Letônia (13), Rússia (15) e Bielorrússia (17). No grupo “B” estão China, Estados Unidos, Espanha, Máli, Nova Zelândia e República Tcheca.

— AS 13 CONVOCADAS

Érika de Souza – Pivô – 26 anos – 1,97m – Atlanta Dream (WNBA)
Jucimara Dantas (Mamá) – Ala/Pivô – 30 anos – 1,93m – Villeneuve (França)
Kelly Santos – Pivô – 28 anos – 1,92m – Seattle Storn (WNBA)
Graziane Coelho – Pivô – 24 anos –1,91m – Mizo Pécs (Hungria)
Soeli Zakrzeski (Êga) – Ala/Pivô – 30 anos –1,87m – Mann Filter Zaragoza (Espanha)
Franciele Nascimento – Ala/Pivô – 20 anos – 1,87m – Rivas Futuras (Espanha)
Fernanda Beling – Ala – 25 anos – 1,83m – Americana (SP)
Patrícia Ferreira (Chuca) – Ala – 29 anos –1,80m – Colchões Castor/FIO/Unimed/Ourinhos (SP)
Micaela Jacintho – Ala – 29 anos – 1,80m – Colchões Castor/FIO/Unimed/Ourinhos (SP)
Karen Gustavo – Ala/Armadora – 24 anos – 1,77m – Colchões Castor/FIO/Unimed/Ourinhos (SP)
Karla Costa – Ala/Armadora – 29 anos – 1,73m – Açúcar Cometa/Unimed/Catanduva (SP)
Adriana Moisés (Adrianinha) – Armadora – 29 anos – 1,70m – Gospic (Croácia)
Cláudia das Neves (Claudinha) – Armadora – 33 anos – 1,70m – Clermont Ferrand (França)


Fonte: pbf.blogspot.com

Fernanda Beling aproveita a vaga aberta por Iziane e curte os treinos da seleção

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Se o corte de Iziane no Pré-Olímpico de Madri é página virada na seleção feminina, a crise deixou ao menos um efeito positivo: o espaço aberto para mais uma jogadora tentar a sorte na equipe adulta. A premiada para preencher a lacuna na ala foi Fernanda Beling, de Americana, convocada pelo técnico Paulo Bassul.

Nos treinos de segunda-feira, na Arena Olímpica, a mineira de 25 anos mal conseguia esconder o sorriso.

- Eu não estava esperando a convocação. Foi uma surpresa muito bem-vinda. Sei que o grupo precisa trabalhar muito e vou fazer o meu máximo - promete Fernanda, que chegou a ser convocada para o grupo inicial do Pré-Olímpico das Américas em 2007, mas acabou cortada.

No hotel na Barra da Tijuca, a novata divide o quarto com a experiente Claudinha, que já sentiu o gosto de disputar uma Olimpíada. O clima, segundo Fernanda, é de tranqüilidade total.

- O grupo está muito fechado. Eu já conhecia a Claudinha e, na verdade, todas essas jogadoras se conhecem bem, estão juntas há muito tempo. Tem sido maravilhoso - festeja a jogadora


Fonte: pbf.blogspot.com

Seleção brasileira inicia treinos olímpicos



A seleção brasileira adulta feminina de basquete, patrocinada pela Eletrobrás, iniciou nesta terça-feira na Arena Multiuso, no Rio de Janeiro, a preparação para os Jogos Olímpicos de Pequim, de 9 a 23 de agosto. O Brasil está no grupo “A” e terá como adversários na primeira fase a Coréia (dia 9 de agosto), Austrália (11), Letônia (13), Rússia (15) e Bielorrússia (17). No grupo “B” estão China, Estados Unidos, Espanha, Máli, Nova Zelândia e República Tcheca.
Uma das novidades da equipe dirigida pelo técnico Paulo Bassul é a ala Fernanda Beling, de 26 anos, que joga em Americana (SP). Fernanda foi vice-campeã do Mundial Sub-21 da Croácia (2003) e sétima colocada no Campeonato Mundial Juvenil da República Tcheca (2001).
— Foi uma surpresa. Achei que o Bassul não ia mexer no grupo, tanto que as mudanças na convocação foram mínimas, e não estava esperando ser chamada para integrar o elenco. Agora é treinar forte para tentar ganhar uma vaga na seleção que vai a Pequim. Tenho a oportunidade na mão e vou trabalhar muito para que isso aconteça. Estou bem familiarizada com as meninas que estão aqui. Já joguei e treinei com algumas na seleção e enfrentei outras nos campeonatos que disputamos pelos clubes. Conheço bem o estilo do Bassul e já trabalhamos juntos nas categorias de base. Estou em casa — comentou Fernanda.
Depois de operar o joelho direito, no dia 7 de junho, a ala/armadora Karen Gustavo continua fazendo fisioterapia e iniciou um trabalho de reabilitação.
— A Karen passou por uma artroscopia do joelho direito. A atleta não sente dores, está se recuperando bem e já iniciou o trote progressivo. Acreditamos que em uma semana, a jogadora deve estar retornando às quadras — disse o médico da seleção feminina, Dr. Carlos Eduardo Marques.