A seleção convocada e sem muitas novidades!

sábado, 28 de junho de 2008

A reconvocação da seleção brasileira para as Olimpíadas, ontem, trouxe poucas surpresas. Embora cinco novos nomes tenham inflado o grupo que conquistou a vaga para Pequim, a tendência é que o técnico Paulo Bassul pouco mexa.

Armadoras

Se - como confirma Bassul - Adrianinha vem e quer jogar, será difícil tirar uma das vagas das mãos dela. A velocidade de Adrianinha é um complemento altamente desejável à segurança e à firmeza de Claudinha, no revezamento na posição. Por ser uma armadora que define com precisão, torna-se ainda mais interessante, pela saída da "pontuadora" do grupo (Iziane).
Os anos converteram a hoje balzaquiana Claudinha numa armadora que me agrada bastante assistir. Inteligente, a jogadora abandonou os (ótimos) tempos de correria, nos quais era chamada de Claudinha Fórmula 1 por um narrador de Tv, para se reinventar. Os anos no basquete europeu renderam a ela profundas alterações no modo de jogar, que caem muito bem ao atual momento da seleção. A minha impressão é que pela correria na preparação, Claudinha ainda não alcançou a química ideal com o time, em quadra, mas há tempo para a adequada combustão em Pequim.
Natália corre por fora. Por sinal, vejo semelhanças intensas entre a Claudinha do passado e a Natalinha de hoje. A estréia de Natália na seleção adulta foi a melhor de uma armadora nos últimos anos. Se o trajeto é longo, os primeiros passos de Natália foram firmes e a colocaram na condição de sucessora natural para a posição. Faltam ainda: mais confiança (boa arremessadora de 3, calou-se no Pré) e aprimoramento da sua bandeja em velocidade (muitas vezes vitimada por conduções de bola). A disputa é dura, e a novata, humilde e diplomaticamente, já afirmou acatar um hipotético corte; o que só faz aumentar a nossa torcida por ela.

Alas

Da saída de Iziane e da contusão de Karen, vem a única novidade da lista: Fernanda Beling, uma bela opção de Bassul. Fernanda é alta, tem um jogo de qualidade, e um bom arremesso de 3. Oculta em uma temporada na fraca Liga Portuguesa, havia acabado ausente da última lista. É uma aposta fundamental, numa posição que tem um trio de atletas com 29 anos (Micaela, Karla e Chuca). A favor de Fernanda, conta ainda o estilo mais discreto, em oposição à volúpia ofensiva de Tayara e Palmira.
Sobre Micaela e Karla, há pouco o que falar. São duas atletas que se fortaleceram muito nas duas últimas competições (Sul-Americano e Pré-Olímpico) e favoritas na posição.
Chuca sempre respondeu bem nos momentos em que foi chamada na seleção. Discreta, consciente de seu papel em quadra, a presença da ala favorece o grupo e o jogo de suas companheiras. A ausência de Iziane deve permitir ainda mais oxigênio a ela.
Em ascensão, Karen corre contra o tempo para recuperar uma vaga que era sua.
Ao lado de Fernanda, Jaqueline corre por fora.

Pivôs

Paulo Bassul não esconde a expectativa pelo retorno de Érika. Realmente é um reforço fundamental para as pretensões da seleção em Pequim.
Após Érika, Kelly ainda surge como a opção mais segura da seleção no garrafão. Fisicamente, no entanto, é uma jogadora que tem dificuldades na marcação de pivôs mais leves e ágeis; características de todas as rivais da seleção na primeira fase (das australianas às coreanas).
Entre as duas, Graziane corre por fora, em busca de um equilíbrio maior que a faça jogar sempre como no seu memorável primeiro tempo contra a Espanha.
Na posição 4, as reservas foram a maior atração em Madrid. Mamá é uma grande atleta na posição, embora continue carecendo de maior equilíbrio no ataque. Fraciele tem um invejável tempo de rebote e bloqueio, que atenuam suas desvantagens físicas para a posição.
Experiência à parte, Êga não conseguiu _infelizmente_ manter uma confortável regularidade no Pré-Olímpico.
Correndo por fora, Karina Jacob, retorna ao grupo. Assim como Natália, já conseguiu bastante: se impor (dentro de quadra) como natural sucessora à dupla trintona (Mamá e Êga).


Fonte: pbf.blogspot.com

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